Notícias Globais

Semana 39 – Informe semanal de inteligencia de mercado

Categoria: Blog

Resumo Executivo

O mercado de transporte e logística encerra a semana com pressão crescente sobre os custos operacionais, principalmente em razão da forte alta do diesel, ao mesmo tempo em que a capacidade rodoviária permanece restrita e o mercado marítimo internacional continua operando com tarifas elevadas e baixa confiabilidade de programação.

O diesel nacional nos Estados Unidos alcançou US$ 6,53/galão, alta de US$ 0,24 em apenas uma semana. O aumento foi particularmente expressivo no Midwest, onde o preço subiu US$ 0,43/galão. Esse movimento tende a elevar os fuel surcharges e pressionar tanto o transporte FTL quanto o LTL.

No transporte rodoviário, a capacidade continua apertada. A estimativa de motoristas CDL ativos permanece em aproximadamente 3,46 milhões, enquanto cerca de 232 mil motoristas deixaram o mercado nos últimos 12 meses. A escassez estimada para 2026 permanece próxima de 82 mil motoristas, acompanhada por turnover de aproximadamente 90% nas grandes frotas.

No marítimo, as tarifas spot Ásia–Estados Unidos permanecem próximas das máximas da peak season, enquanto a confiabilidade global dos schedules caiu para apenas 29%. Ao mesmo tempo, os trânsitos pelo Canal de Suez mostram recuperação seletiva, embora riscos geopolíticos continuem limitando uma normalização mais ampla das rotas.

Nos portos americanos, os volumes permanecem elevados e apresentam crescimento gradual. Los Angeles atingiu aproximadamente 220.600 TEUs na semana 38, enquanto New York/New Jersey chegou a 196.200 TEUs e Savannah a 122.900 TEUs. Apesar do aumento de volume, os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.


Clima nos Estados Unidos e Impactos Operacionais

A previsão para 25 a 27 de setembro apresenta três áreas principais de atenção para as operações logísticas: Nordeste, centro-sul dos Estados Unidos e regiões do Southwest.

Na sexta-feira, 25 de setembro, um sistema costeiro do tipo nor’easter deve afetar a costa da Nova Inglaterra, trazendo ventos superiores a 45 mph, chuva intensa, risco de inundação costeira, ondas fortes e erosão. As operações de drayage e linehaul no Nordeste podem sofrer atrasos, especialmente nos corredores próximos a New York/New Jersey, Boston e I-95.

Simultaneamente, permanece o risco de chuva intensa e flash flooding em partes das Rockies e das Plains, enquanto temperaturas acima do normal continuam no Texas e em outros estados do centro-sul.

No sábado, o sistema costeiro deve continuar afetando o sul da Nova Inglaterra, enquanto chuvas permanecem sobre Iowa e Missouri. No domingo, o risco costeiro continua no Nordeste e a umidade associada ao furacão Polo, no Pacífico, pode aumentar a precipitação no Southwest.

Impacto para a operação: recomenda-se incorporar buffers adicionais nos trânsitos do Nordeste, monitorar operações portuárias e de drayage em New York/New Jersey e acompanhar possíveis interrupções no Southwest e em rotas relacionadas ao México.


Preços do Diesel

O diesel apresentou uma alta generalizada nos Estados Unidos na semana encerrada em 21 de setembro.

Região 14/set 21/set Variação
Média EUA US$ 6,29 US$ 6,53 +US$ 0,24
East Coast US$ 6,16 US$ 6,27 +US$ 0,11
New England US$ 6,20 US$ 6,52 +US$ 0,32
Central Atlantic US$ 6,31 US$ 6,55 +US$ 0,24
Lower Atlantic US$ 6,10 US$ 6,14 +US$ 0,04
Midwest US$ 6,25 US$ 6,68 +US$ 0,43
Gulf Coast US$ 6,03 US$ 6,18 +US$ 0,15
Rocky Mountain US$ 6,07 US$ 6,34 +US$ 0,27
West Coast US$ 7,25 US$ 7,46 +US$ 0,21
California US$ 8,04 US$ 8,25 +US$ 0,21

O destaque negativo é o Midwest, com aumento semanal de US$ 0,43/galão. A Califórnia permanece como o mercado mais caro, chegando a US$ 8,25/galão.

Para embarcadores, isso significa aumento imediato da exposição a fuel surcharges. Mesmo onde as tarifas linehaul apresentam estabilidade ou pequenas quedas, o custo total do transporte pode continuar elevado devido ao combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais gateways americanos continuam registrando crescimento gradual dos volumes.

Entre as semanas 35 e 38:

  • Los Angeles: 214.000 → 220.600 TEUs
  • New York/New Jersey: 190.000 → 196.200 TEUs
  • Savannah: 118.500 → 122.900 TEUs
  • Houston: 76.500 → 78.300 TEUs
  • Charleston: 64.800 → 66.700 TEUs
  • Norfolk: 64.900 → 66.700 TEUs
  • Port Everglades: 30.100 → 31.000 TEUs
  • Philadelphia: 15.600 → 16.100 TEUs

Apesar desse crescimento, os dwell times permanecem administráveis. Los Angeles registra aproximadamente 4,5 dias de dwell e 1,4 hora de gate wait. New York/New Jersey apresenta cerca de 4,0 dias e 1,1 hora.

Nos inland ramps, Chicago continua sendo o maior ponto de atenção, com 55.000 TEUs, dwell de aproximadamente 5,5 dias e espera de gate de 2,3 horas. Atlanta registra 40.000 TEUs e Charlotte 26.000.

O cenário indica volume elevado, porém sem evidência de deterioração generalizada da operação portuária nos dados apresentados.


Tarifas FTL e LTL

O comportamento das tarifas FTL foi misto na semana de 13 a 19 de setembro.

Dry Van

A tarifa spot caiu de US$ 2,20 para US$ 2,17/milha, redução de aproximadamente US$ 0,03.

Apesar da queda, o all-in rate subiu para aproximadamente US$ 2,96/milha devido ao aumento do combustível. Segundo o relatório, as tarifas permanecem cerca de 33% acima do mesmo período do ano anterior.

Flatbed

A tarifa passou de US$ 2,61 para US$ 2,60/milha, praticamente estável.

A relação load-to-truck caiu para aproximadamente 40,5, mas continua indicando um mercado relativamente apertado. O all-in rate chegou a aproximadamente US$ 3,55/milha.

Reefer

Foi o único dos três segmentos com aumento de linehaul, passando de US$ 2,71 para US$ 2,73/milha.

A demanda sazonal de produtos agrícolas está oferecendo suporte às tarifas. O all-in rate atingiu aproximadamente US$ 3,59/milha.

LTL

No LTL, o aumento do diesel deve continuar pressionando os custos por meio dos fuel surcharges. Além disso, a capacidade relativamente restrita do truckload pode deslocar parte do volume para redes LTL, sustentando preços no início do quarto trimestre.


Conclusão

A semana de 25 de setembro de 2026 apresenta um mercado logístico em que os principais riscos estão se acumulando simultaneamente: diesel mais caro, capacidade rodoviária restrita, baixa confiabilidade marítima, volumes portuários elevados e riscos meteorológicos regionais.

Apesar disso, os dados ainda não indicam congestionamento generalizado nos principais portos americanos, e as tarifas spot FTL não estão subindo de forma uniforme. Dry Van e Flatbed apresentaram pequenas reduções de linehaul, enquanto Reefer avançou moderadamente.

Para a Global Cargo e seus clientes, o ponto central é que uma tarifa de linehaul aparentemente estável não significa necessariamente um custo logístico estável. Combustível, disponibilidade de capacidade, atrasos marítimos e custos acessórios estão assumindo peso cada vez maior no custo final.

A estratégia mais adequada para o início do quarto trimestre é, portanto, manter flexibilidade de routing, reserva antecipada de capacidade, monitoramento de fuel surcharge e buffers adicionais para cargas marítimas e operações sensíveis ao clima.

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Semana 39 – Informe semanal de inteligencia de mercado

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Resumo Executivo

O mercado de transporte e logística encerra a semana com pressão crescente sobre os custos operacionais, principalmente em razão da forte alta do diesel, ao mesmo tempo em que a capacidade rodoviária permanece restrita e o mercado marítimo internacional continua operando com tarifas elevadas e baixa confiabilidade de programação.

O diesel nacional nos Estados Unidos alcançou US$ 6,53/galão, alta de US$ 0,24 em apenas uma semana. O aumento foi particularmente expressivo no Midwest, onde o preço subiu US$ 0,43/galão. Esse movimento tende a elevar os fuel surcharges e pressionar tanto o transporte FTL quanto o LTL.

No transporte rodoviário, a capacidade continua apertada. A estimativa de motoristas CDL ativos permanece em aproximadamente 3,46 milhões, enquanto cerca de 232 mil motoristas deixaram o mercado nos últimos 12 meses. A escassez estimada para 2026 permanece próxima de 82 mil motoristas, acompanhada por turnover de aproximadamente 90% nas grandes frotas.

No marítimo, as tarifas spot Ásia–Estados Unidos permanecem próximas das máximas da peak season, enquanto a confiabilidade global dos schedules caiu para apenas 29%. Ao mesmo tempo, os trânsitos pelo Canal de Suez mostram recuperação seletiva, embora riscos geopolíticos continuem limitando uma normalização mais ampla das rotas.

Nos portos americanos, os volumes permanecem elevados e apresentam crescimento gradual. Los Angeles atingiu aproximadamente 220.600 TEUs na semana 38, enquanto New York/New Jersey chegou a 196.200 TEUs e Savannah a 122.900 TEUs. Apesar do aumento de volume, os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.


Clima nos Estados Unidos e Impactos Operacionais

A previsão para 25 a 27 de setembro apresenta três áreas principais de atenção para as operações logísticas: Nordeste, centro-sul dos Estados Unidos e regiões do Southwest.

Na sexta-feira, 25 de setembro, um sistema costeiro do tipo nor’easter deve afetar a costa da Nova Inglaterra, trazendo ventos superiores a 45 mph, chuva intensa, risco de inundação costeira, ondas fortes e erosão. As operações de drayage e linehaul no Nordeste podem sofrer atrasos, especialmente nos corredores próximos a New York/New Jersey, Boston e I-95.

Simultaneamente, permanece o risco de chuva intensa e flash flooding em partes das Rockies e das Plains, enquanto temperaturas acima do normal continuam no Texas e em outros estados do centro-sul.

No sábado, o sistema costeiro deve continuar afetando o sul da Nova Inglaterra, enquanto chuvas permanecem sobre Iowa e Missouri. No domingo, o risco costeiro continua no Nordeste e a umidade associada ao furacão Polo, no Pacífico, pode aumentar a precipitação no Southwest.

Impacto para a operação: recomenda-se incorporar buffers adicionais nos trânsitos do Nordeste, monitorar operações portuárias e de drayage em New York/New Jersey e acompanhar possíveis interrupções no Southwest e em rotas relacionadas ao México.


Preços do Diesel

O diesel apresentou uma alta generalizada nos Estados Unidos na semana encerrada em 21 de setembro.

Região 14/set 21/set Variação
Média EUA US$ 6,29 US$ 6,53 +US$ 0,24
East Coast US$ 6,16 US$ 6,27 +US$ 0,11
New England US$ 6,20 US$ 6,52 +US$ 0,32
Central Atlantic US$ 6,31 US$ 6,55 +US$ 0,24
Lower Atlantic US$ 6,10 US$ 6,14 +US$ 0,04
Midwest US$ 6,25 US$ 6,68 +US$ 0,43
Gulf Coast US$ 6,03 US$ 6,18 +US$ 0,15
Rocky Mountain US$ 6,07 US$ 6,34 +US$ 0,27
West Coast US$ 7,25 US$ 7,46 +US$ 0,21
California US$ 8,04 US$ 8,25 +US$ 0,21

O destaque negativo é o Midwest, com aumento semanal de US$ 0,43/galão. A Califórnia permanece como o mercado mais caro, chegando a US$ 8,25/galão.

Para embarcadores, isso significa aumento imediato da exposição a fuel surcharges. Mesmo onde as tarifas linehaul apresentam estabilidade ou pequenas quedas, o custo total do transporte pode continuar elevado devido ao combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais gateways americanos continuam registrando crescimento gradual dos volumes.

Entre as semanas 35 e 38:

  • Los Angeles: 214.000 → 220.600 TEUs
  • New York/New Jersey: 190.000 → 196.200 TEUs
  • Savannah: 118.500 → 122.900 TEUs
  • Houston: 76.500 → 78.300 TEUs
  • Charleston: 64.800 → 66.700 TEUs
  • Norfolk: 64.900 → 66.700 TEUs
  • Port Everglades: 30.100 → 31.000 TEUs
  • Philadelphia: 15.600 → 16.100 TEUs

Apesar desse crescimento, os dwell times permanecem administráveis. Los Angeles registra aproximadamente 4,5 dias de dwell e 1,4 hora de gate wait. New York/New Jersey apresenta cerca de 4,0 dias e 1,1 hora.

Nos inland ramps, Chicago continua sendo o maior ponto de atenção, com 55.000 TEUs, dwell de aproximadamente 5,5 dias e espera de gate de 2,3 horas. Atlanta registra 40.000 TEUs e Charlotte 26.000.

O cenário indica volume elevado, porém sem evidência de deterioração generalizada da operação portuária nos dados apresentados.


Tarifas FTL e LTL

O comportamento das tarifas FTL foi misto na semana de 13 a 19 de setembro.

Dry Van

A tarifa spot caiu de US$ 2,20 para US$ 2,17/milha, redução de aproximadamente US$ 0,03.

Apesar da queda, o all-in rate subiu para aproximadamente US$ 2,96/milha devido ao aumento do combustível. Segundo o relatório, as tarifas permanecem cerca de 33% acima do mesmo período do ano anterior.

Flatbed

A tarifa passou de US$ 2,61 para US$ 2,60/milha, praticamente estável.

A relação load-to-truck caiu para aproximadamente 40,5, mas continua indicando um mercado relativamente apertado. O all-in rate chegou a aproximadamente US$ 3,55/milha.

Reefer

Foi o único dos três segmentos com aumento de linehaul, passando de US$ 2,71 para US$ 2,73/milha.

A demanda sazonal de produtos agrícolas está oferecendo suporte às tarifas. O all-in rate atingiu aproximadamente US$ 3,59/milha.

LTL

No LTL, o aumento do diesel deve continuar pressionando os custos por meio dos fuel surcharges. Além disso, a capacidade relativamente restrita do truckload pode deslocar parte do volume para redes LTL, sustentando preços no início do quarto trimestre.


Conclusão

A semana de 25 de setembro de 2026 apresenta um mercado logístico em que os principais riscos estão se acumulando simultaneamente: diesel mais caro, capacidade rodoviária restrita, baixa confiabilidade marítima, volumes portuários elevados e riscos meteorológicos regionais.

Apesar disso, os dados ainda não indicam congestionamento generalizado nos principais portos americanos, e as tarifas spot FTL não estão subindo de forma uniforme. Dry Van e Flatbed apresentaram pequenas reduções de linehaul, enquanto Reefer avançou moderadamente.

Para a Global Cargo e seus clientes, o ponto central é que uma tarifa de linehaul aparentemente estável não significa necessariamente um custo logístico estável. Combustível, disponibilidade de capacidade, atrasos marítimos e custos acessórios estão assumindo peso cada vez maior no custo final.

A estratégia mais adequada para o início do quarto trimestre é, portanto, manter flexibilidade de routing, reserva antecipada de capacidade, monitoramento de fuel surcharge e buffers adicionais para cargas marítimas e operações sensíveis ao clima.

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Resumo Executivo

O mercado de transporte e logística encerra a semana com pressão crescente sobre os custos operacionais, principalmente em razão da forte alta do diesel, ao mesmo tempo em que a capacidade rodoviária permanece restrita e o mercado marítimo internacional continua operando com tarifas elevadas e baixa confiabilidade de programação.

O diesel nacional nos Estados Unidos alcançou US$ 6,53/galão, alta de US$ 0,24 em apenas uma semana. O aumento foi particularmente expressivo no Midwest, onde o preço subiu US$ 0,43/galão. Esse movimento tende a elevar os fuel surcharges e pressionar tanto o transporte FTL quanto o LTL.

No transporte rodoviário, a capacidade continua apertada. A estimativa de motoristas CDL ativos permanece em aproximadamente 3,46 milhões, enquanto cerca de 232 mil motoristas deixaram o mercado nos últimos 12 meses. A escassez estimada para 2026 permanece próxima de 82 mil motoristas, acompanhada por turnover de aproximadamente 90% nas grandes frotas.

No marítimo, as tarifas spot Ásia–Estados Unidos permanecem próximas das máximas da peak season, enquanto a confiabilidade global dos schedules caiu para apenas 29%. Ao mesmo tempo, os trânsitos pelo Canal de Suez mostram recuperação seletiva, embora riscos geopolíticos continuem limitando uma normalização mais ampla das rotas.

Nos portos americanos, os volumes permanecem elevados e apresentam crescimento gradual. Los Angeles atingiu aproximadamente 220.600 TEUs na semana 38, enquanto New York/New Jersey chegou a 196.200 TEUs e Savannah a 122.900 TEUs. Apesar do aumento de volume, os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.


Clima nos Estados Unidos e Impactos Operacionais

A previsão para 25 a 27 de setembro apresenta três áreas principais de atenção para as operações logísticas: Nordeste, centro-sul dos Estados Unidos e regiões do Southwest.

Na sexta-feira, 25 de setembro, um sistema costeiro do tipo nor’easter deve afetar a costa da Nova Inglaterra, trazendo ventos superiores a 45 mph, chuva intensa, risco de inundação costeira, ondas fortes e erosão. As operações de drayage e linehaul no Nordeste podem sofrer atrasos, especialmente nos corredores próximos a New York/New Jersey, Boston e I-95.

Simultaneamente, permanece o risco de chuva intensa e flash flooding em partes das Rockies e das Plains, enquanto temperaturas acima do normal continuam no Texas e em outros estados do centro-sul.

No sábado, o sistema costeiro deve continuar afetando o sul da Nova Inglaterra, enquanto chuvas permanecem sobre Iowa e Missouri. No domingo, o risco costeiro continua no Nordeste e a umidade associada ao furacão Polo, no Pacífico, pode aumentar a precipitação no Southwest.

Impacto para a operação: recomenda-se incorporar buffers adicionais nos trânsitos do Nordeste, monitorar operações portuárias e de drayage em New York/New Jersey e acompanhar possíveis interrupções no Southwest e em rotas relacionadas ao México.


Preços do Diesel

O diesel apresentou uma alta generalizada nos Estados Unidos na semana encerrada em 21 de setembro.

Região 14/set 21/set Variação
Média EUA US$ 6,29 US$ 6,53 +US$ 0,24
East Coast US$ 6,16 US$ 6,27 +US$ 0,11
New England US$ 6,20 US$ 6,52 +US$ 0,32
Central Atlantic US$ 6,31 US$ 6,55 +US$ 0,24
Lower Atlantic US$ 6,10 US$ 6,14 +US$ 0,04
Midwest US$ 6,25 US$ 6,68 +US$ 0,43
Gulf Coast US$ 6,03 US$ 6,18 +US$ 0,15
Rocky Mountain US$ 6,07 US$ 6,34 +US$ 0,27
West Coast US$ 7,25 US$ 7,46 +US$ 0,21
California US$ 8,04 US$ 8,25 +US$ 0,21

O destaque negativo é o Midwest, com aumento semanal de US$ 0,43/galão. A Califórnia permanece como o mercado mais caro, chegando a US$ 8,25/galão.

Para embarcadores, isso significa aumento imediato da exposição a fuel surcharges. Mesmo onde as tarifas linehaul apresentam estabilidade ou pequenas quedas, o custo total do transporte pode continuar elevado devido ao combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais gateways americanos continuam registrando crescimento gradual dos volumes.

Entre as semanas 35 e 38:

  • Los Angeles: 214.000 → 220.600 TEUs
  • New York/New Jersey: 190.000 → 196.200 TEUs
  • Savannah: 118.500 → 122.900 TEUs
  • Houston: 76.500 → 78.300 TEUs
  • Charleston: 64.800 → 66.700 TEUs
  • Norfolk: 64.900 → 66.700 TEUs
  • Port Everglades: 30.100 → 31.000 TEUs
  • Philadelphia: 15.600 → 16.100 TEUs

Apesar desse crescimento, os dwell times permanecem administráveis. Los Angeles registra aproximadamente 4,5 dias de dwell e 1,4 hora de gate wait. New York/New Jersey apresenta cerca de 4,0 dias e 1,1 hora.

Nos inland ramps, Chicago continua sendo o maior ponto de atenção, com 55.000 TEUs, dwell de aproximadamente 5,5 dias e espera de gate de 2,3 horas. Atlanta registra 40.000 TEUs e Charlotte 26.000.

O cenário indica volume elevado, porém sem evidência de deterioração generalizada da operação portuária nos dados apresentados.


Tarifas FTL e LTL

O comportamento das tarifas FTL foi misto na semana de 13 a 19 de setembro.

Dry Van

A tarifa spot caiu de US$ 2,20 para US$ 2,17/milha, redução de aproximadamente US$ 0,03.

Apesar da queda, o all-in rate subiu para aproximadamente US$ 2,96/milha devido ao aumento do combustível. Segundo o relatório, as tarifas permanecem cerca de 33% acima do mesmo período do ano anterior.

Flatbed

A tarifa passou de US$ 2,61 para US$ 2,60/milha, praticamente estável.

A relação load-to-truck caiu para aproximadamente 40,5, mas continua indicando um mercado relativamente apertado. O all-in rate chegou a aproximadamente US$ 3,55/milha.

Reefer

Foi o único dos três segmentos com aumento de linehaul, passando de US$ 2,71 para US$ 2,73/milha.

A demanda sazonal de produtos agrícolas está oferecendo suporte às tarifas. O all-in rate atingiu aproximadamente US$ 3,59/milha.

LTL

No LTL, o aumento do diesel deve continuar pressionando os custos por meio dos fuel surcharges. Além disso, a capacidade relativamente restrita do truckload pode deslocar parte do volume para redes LTL, sustentando preços no início do quarto trimestre.


Conclusão

A semana de 25 de setembro de 2026 apresenta um mercado logístico em que os principais riscos estão se acumulando simultaneamente: diesel mais caro, capacidade rodoviária restrita, baixa confiabilidade marítima, volumes portuários elevados e riscos meteorológicos regionais.

Apesar disso, os dados ainda não indicam congestionamento generalizado nos principais portos americanos, e as tarifas spot FTL não estão subindo de forma uniforme. Dry Van e Flatbed apresentaram pequenas reduções de linehaul, enquanto Reefer avançou moderadamente.

Para a Global Cargo e seus clientes, o ponto central é que uma tarifa de linehaul aparentemente estável não significa necessariamente um custo logístico estável. Combustível, disponibilidade de capacidade, atrasos marítimos e custos acessórios estão assumindo peso cada vez maior no custo final.

A estratégia mais adequada para o início do quarto trimestre é, portanto, manter flexibilidade de routing, reserva antecipada de capacidade, monitoramento de fuel surcharge e buffers adicionais para cargas marítimas e operações sensíveis ao clima.

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O diesel nacional nos Estados Unidos alcançou US$ 6,53/galão, alta de US$ 0,24 em apenas uma semana. O aumento foi particularmente expressivo no Midwest, onde o preço subiu US$ 0,43/galão. Esse movimento tende a elevar os fuel surcharges e pressionar tanto o transporte FTL quanto o LTL.

No transporte rodoviário, a capacidade continua apertada. A estimativa de motoristas CDL ativos permanece em aproximadamente 3,46 milhões, enquanto cerca de 232 mil motoristas deixaram o mercado nos últimos 12 meses. A escassez estimada para 2026 permanece próxima de 82 mil motoristas, acompanhada por turnover de aproximadamente 90% nas grandes frotas.

No marítimo, as tarifas spot Ásia–Estados Unidos permanecem próximas das máximas da peak season, enquanto a confiabilidade global dos schedules caiu para apenas 29%. Ao mesmo tempo, os trânsitos pelo Canal de Suez mostram recuperação seletiva, embora riscos geopolíticos continuem limitando uma normalização mais ampla das rotas.

Nos portos americanos, os volumes permanecem elevados e apresentam crescimento gradual. Los Angeles atingiu aproximadamente 220.600 TEUs na semana 38, enquanto New York/New Jersey chegou a 196.200 TEUs e Savannah a 122.900 TEUs. Apesar do aumento de volume, os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.


Clima nos Estados Unidos e Impactos Operacionais

A previsão para 25 a 27 de setembro apresenta três áreas principais de atenção para as operações logísticas: Nordeste, centro-sul dos Estados Unidos e regiões do Southwest.

Na sexta-feira, 25 de setembro, um sistema costeiro do tipo nor’easter deve afetar a costa da Nova Inglaterra, trazendo ventos superiores a 45 mph, chuva intensa, risco de inundação costeira, ondas fortes e erosão. As operações de drayage e linehaul no Nordeste podem sofrer atrasos, especialmente nos corredores próximos a New York/New Jersey, Boston e I-95.

Simultaneamente, permanece o risco de chuva intensa e flash flooding em partes das Rockies e das Plains, enquanto temperaturas acima do normal continuam no Texas e em outros estados do centro-sul.

No sábado, o sistema costeiro deve continuar afetando o sul da Nova Inglaterra, enquanto chuvas permanecem sobre Iowa e Missouri. No domingo, o risco costeiro continua no Nordeste e a umidade associada ao furacão Polo, no Pacífico, pode aumentar a precipitação no Southwest.

Impacto para a operação: recomenda-se incorporar buffers adicionais nos trânsitos do Nordeste, monitorar operações portuárias e de drayage em New York/New Jersey e acompanhar possíveis interrupções no Southwest e em rotas relacionadas ao México.


Preços do Diesel

O diesel apresentou uma alta generalizada nos Estados Unidos na semana encerrada em 21 de setembro.

Região 14/set 21/set Variação
Média EUA US$ 6,29 US$ 6,53 +US$ 0,24
East Coast US$ 6,16 US$ 6,27 +US$ 0,11
New England US$ 6,20 US$ 6,52 +US$ 0,32
Central Atlantic US$ 6,31 US$ 6,55 +US$ 0,24
Lower Atlantic US$ 6,10 US$ 6,14 +US$ 0,04
Midwest US$ 6,25 US$ 6,68 +US$ 0,43
Gulf Coast US$ 6,03 US$ 6,18 +US$ 0,15
Rocky Mountain US$ 6,07 US$ 6,34 +US$ 0,27
West Coast US$ 7,25 US$ 7,46 +US$ 0,21
California US$ 8,04 US$ 8,25 +US$ 0,21

O destaque negativo é o Midwest, com aumento semanal de US$ 0,43/galão. A Califórnia permanece como o mercado mais caro, chegando a US$ 8,25/galão.

Para embarcadores, isso significa aumento imediato da exposição a fuel surcharges. Mesmo onde as tarifas linehaul apresentam estabilidade ou pequenas quedas, o custo total do transporte pode continuar elevado devido ao combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais gateways americanos continuam registrando crescimento gradual dos volumes.

Entre as semanas 35 e 38:

  • Los Angeles: 214.000 → 220.600 TEUs
  • New York/New Jersey: 190.000 → 196.200 TEUs
  • Savannah: 118.500 → 122.900 TEUs
  • Houston: 76.500 → 78.300 TEUs
  • Charleston: 64.800 → 66.700 TEUs
  • Norfolk: 64.900 → 66.700 TEUs
  • Port Everglades: 30.100 → 31.000 TEUs
  • Philadelphia: 15.600 → 16.100 TEUs

Apesar desse crescimento, os dwell times permanecem administráveis. Los Angeles registra aproximadamente 4,5 dias de dwell e 1,4 hora de gate wait. New York/New Jersey apresenta cerca de 4,0 dias e 1,1 hora.

Nos inland ramps, Chicago continua sendo o maior ponto de atenção, com 55.000 TEUs, dwell de aproximadamente 5,5 dias e espera de gate de 2,3 horas. Atlanta registra 40.000 TEUs e Charlotte 26.000.

O cenário indica volume elevado, porém sem evidência de deterioração generalizada da operação portuária nos dados apresentados.


Tarifas FTL e LTL

O comportamento das tarifas FTL foi misto na semana de 13 a 19 de setembro.

Dry Van

A tarifa spot caiu de US$ 2,20 para US$ 2,17/milha, redução de aproximadamente US$ 0,03.

Apesar da queda, o all-in rate subiu para aproximadamente US$ 2,96/milha devido ao aumento do combustível. Segundo o relatório, as tarifas permanecem cerca de 33% acima do mesmo período do ano anterior.

Flatbed

A tarifa passou de US$ 2,61 para US$ 2,60/milha, praticamente estável.

A relação load-to-truck caiu para aproximadamente 40,5, mas continua indicando um mercado relativamente apertado. O all-in rate chegou a aproximadamente US$ 3,55/milha.

Reefer

Foi o único dos três segmentos com aumento de linehaul, passando de US$ 2,71 para US$ 2,73/milha.

A demanda sazonal de produtos agrícolas está oferecendo suporte às tarifas. O all-in rate atingiu aproximadamente US$ 3,59/milha.

LTL

No LTL, o aumento do diesel deve continuar pressionando os custos por meio dos fuel surcharges. Além disso, a capacidade relativamente restrita do truckload pode deslocar parte do volume para redes LTL, sustentando preços no início do quarto trimestre.


Conclusão

A semana de 25 de setembro de 2026 apresenta um mercado logístico em que os principais riscos estão se acumulando simultaneamente: diesel mais caro, capacidade rodoviária restrita, baixa confiabilidade marítima, volumes portuários elevados e riscos meteorológicos regionais.

Apesar disso, os dados ainda não indicam congestionamento generalizado nos principais portos americanos, e as tarifas spot FTL não estão subindo de forma uniforme. Dry Van e Flatbed apresentaram pequenas reduções de linehaul, enquanto Reefer avançou moderadamente.

Para a Global Cargo e seus clientes, o ponto central é que uma tarifa de linehaul aparentemente estável não significa necessariamente um custo logístico estável. Combustível, disponibilidade de capacidade, atrasos marítimos e custos acessórios estão assumindo peso cada vez maior no custo final.

A estratégia mais adequada para o início do quarto trimestre é, portanto, manter flexibilidade de routing, reserva antecipada de capacidade, monitoramento de fuel surcharge e buffers adicionais para cargas marítimas e operações sensíveis ao clima.

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