Notícias Globais

Semana 34 – Informe semanal de inteligencia de mercado

Categoria: Blog

Resumo Executivo

O mercado de transporte e logística dos Estados Unidos entra na segunda metade de agosto com pressões simultâneas sobre custos, capacidade e confiabilidade operacional. Nesta semana, destacam-se a forte alta do diesel, a continuidade de riscos climáticos em importantes corredores rodoviários, tarifas marítimas ainda elevadas, crescimento gradual dos volumes portuários e persistente restrição na oferta de motoristas.

No transporte rodoviário, o diesel voltou a subir de forma significativa, com a média nacional alcançando US$ 5,45/galão, aumento de US$ 0,20 em relação à semana anterior. Ao mesmo tempo, as tarifas spot de FTL continuam em trajetória de correção: Dry Van caiu para US$ 2,78/milha, Flatbed para US$ 3,37/milha e Reefer para US$ 3,38/milha. A combinação de combustível mais caro com tarifas spot em queda aumenta a pressão sobre as margens das transportadoras.

No transporte marítimo, o cenário permanece firme. As tarifas Ásia–Costa Leste dos EUA atingiram aproximadamente US$ 9.400/FEU, enquanto as importações conteinerizadas norte-americanas cresceram 4,5% em julho. Paralelamente, os principais gateways dos EUA continuam registrando volumes elevados, embora sem deterioração relevante nos tempos de permanência.

Para embarcadores, o cenário favorece uma estratégia de proteção de capacidade e controle de custos, especialmente em operações expostas ao diesel, ao comércio Ásia–EUA e aos corredores afetados por eventos climáticos.


Previsão Climática dos EUA e Impactos Operacionais

A previsão para o período de 19 a 21 de agosto aponta três principais áreas de risco para as operações de transporte.

O calor perigoso permanece concentrado no Sul e Sudeste dos Estados Unidos, com temperaturas entre os 90°F superiores e os 100°F inferiores e índices de calor próximos de 105–110°F em áreas do Texas, Costa do Golfo e Carolinas. Para transportadoras, isso aumenta a necessidade de protocolos de hidratação, inspeções preventivas e atenção especial às cargas refrigeradas.

Ao mesmo tempo, tempestades severas e chuvas intensas criam risco de interrupções desde as Planícies Centrais até o Meio-Oeste e os Apalaches centrais. Corredores como I-70, I-80 e I-95 podem enfrentar atrasos, exigindo maior margem nos transit times.

A região de Four Corners continua exposta a chuvas de monção e risco de flash floods, especialmente no Arizona, Novo México, Colorado e Utah. Operações de drayage em Phoenix, Albuquerque e Denver devem considerar possíveis interrupções de curta duração.

Impacto logístico: recomenda-se ampliar buffers de trânsito em rotas críticas e manter monitoramento diário de condições meteorológicas, principalmente para cargas time-sensitive e temperatura controlada.


Preços do Diesel Rodoviário

O diesel apresentou forte movimento de alta na semana.

A média nacional passou de US$ 5,26 para US$ 5,45/galão, avanço de aproximadamente 3,6% em apenas uma semana.

Os principais indicadores regionais foram:

Região Semana anterior Semana atual Variação
EUA – Média US$ 5,26 US$ 5,45 +US$ 0,19
East Coast US$ 5,19 US$ 5,34 +US$ 0,15
Midwest US$ 5,18 US$ 5,44 +US$ 0,26
Gulf Coast US$ 5,04 US$ 5,24 +US$ 0,20
West Coast US$ 6,03 US$ 6,20 +US$ 0,17
California US$ 6,62 US$ 6,79 +US$ 0,17

O Midwest apresentou uma das maiores pressões semanais, enquanto a Costa Oeste continua sendo a região estruturalmente mais cara.

Implicação para embarcadores

A alta do diesel tende a elevar fuel surcharges e pode limitar o benefício obtido com a queda das tarifas spot. Contratos de transporte devem ser analisados considerando não apenas o linehaul, mas o custo total incluindo combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais portos dos Estados Unidos continuam apresentando crescimento gradual dos volumes, mas os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.

Los Angeles continua liderando entre os gateways monitorados, alcançando aproximadamente 95.050 TEUs, seguido por New York/New Jersey, com 72.850 TEUs, e Savannah, com 62.050 TEUs.

Os dwell times registrados foram:

  • Los Angeles: 6,0 dias
  • New York/New Jersey: 5,3 dias
  • Savannah: 4,2 dias
  • Norfolk: 3,8 dias
  • Charleston: 3,7 dias
  • Houston: 3,6 dias
  • Port Everglades: 3,5 dias
  • Philadelphia: 3,0 dias

Nos inland ramps, Chicago apresenta a maior pressão, com aproximadamente 49.950 TEUs e dwell de 7,0 dias. Atlanta registra 5,7 dias e Charlotte, 4,6 dias.

A demanda nacional de drayage permanece elevada, aproximadamente 16% acima da média de seis meses, embora tenha recuado cerca de 5% frente às quatro semanas anteriores.

Leitura operacional: os volumes permanecem fortes, mas ainda não há evidência de congestionamento sistêmico. Chicago e Los Angeles merecem atenção especial devido aos tempos de permanência mais elevados.


Tarifas FTL e LTL

As tarifas spot de FTL apresentaram nova queda durante a semana de 10 a 14 de agosto.

Dry Van

A tarifa spot caiu para US$ 2,78/milha, enquanto a tarifa contratual ficou em aproximadamente US$ 2,93/milha.

A queda semanal foi de aproximadamente 7,2 centavos por milha, levando o mercado ao menor nível desde o início de maio.

Flatbed

O Flatbed caiu para US$ 3,37/milha, frente a uma tarifa contratual próxima de US$ 3,76/milha.

Foi a nona semana consecutiva de queda, embora os preços ainda estejam aproximadamente 41% acima dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior.

Reefer

O Reefer recuou para US$ 3,38/milha, enquanto a tarifa contratual ficou próxima de US$ 3,27/milha.

A queda reverteu o avanço da semana anterior, embora as tarifas permaneçam aproximadamente 35% acima do ano passado.

LTL

No segmento LTL, o ambiente de preços continua relativamente firme. Custos elevados de truckload e combustível ajudam a direcionar cargas para redes LTL, enquanto os carriers mantêm disciplina tarifária.


Perspectiva de Mercado

O mercado apresenta uma divergência importante: as tarifas spot rodoviárias estão recuando enquanto diversos componentes de custo e capacidade continuam pressionados.

No curto prazo, isso cria oportunidades de negociação para embarcadores no FTL. Entretanto, diesel elevado, redução estrutural da disponibilidade de motoristas e aumento das importações podem limitar a duração desse ambiente favorável.

No marítimo, o cenário é mais restritivo. Tarifas Ásia–EUA permanecem elevadas, volumes de importação continuam crescendo e os riscos geopolíticos mantêm custos adicionais incorporados às operações.

A proximidade da temporada de pico exige atenção especial. Caso volumes portuários continuem crescendo enquanto a disponibilidade rodoviária permanece limitada, o mercado pode experimentar novo aperto de capacidade no final do terceiro trimestre e início do quarto trimestre.

Conclusão

A semana de 19 de agosto mostra um mercado logístico norte-americano em transição. O FTL spot está enfraquecendo, mas diesel, mão de obra e transporte marítimo continuam pressionados. Ao mesmo tempo, o crescimento das importações e dos volumes portuários sugere que a demanda permanece saudável.

O principal risco para os próximos meses é a convergência entre maior demanda de peak season, capacidade rodoviária limitada, combustível elevado e tarifas marítimas ainda fortes. Para embarcadores, o momento exige equilíbrio entre aproveitar oportunidades de curto prazo no spot e preservar capacidade estratégica para o período de maior demanda.

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Semana 34 – Informe semanal de inteligencia de mercado

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Resumo Executivo

O mercado de transporte e logística dos Estados Unidos entra na segunda metade de agosto com pressões simultâneas sobre custos, capacidade e confiabilidade operacional. Nesta semana, destacam-se a forte alta do diesel, a continuidade de riscos climáticos em importantes corredores rodoviários, tarifas marítimas ainda elevadas, crescimento gradual dos volumes portuários e persistente restrição na oferta de motoristas.

No transporte rodoviário, o diesel voltou a subir de forma significativa, com a média nacional alcançando US$ 5,45/galão, aumento de US$ 0,20 em relação à semana anterior. Ao mesmo tempo, as tarifas spot de FTL continuam em trajetória de correção: Dry Van caiu para US$ 2,78/milha, Flatbed para US$ 3,37/milha e Reefer para US$ 3,38/milha. A combinação de combustível mais caro com tarifas spot em queda aumenta a pressão sobre as margens das transportadoras.

No transporte marítimo, o cenário permanece firme. As tarifas Ásia–Costa Leste dos EUA atingiram aproximadamente US$ 9.400/FEU, enquanto as importações conteinerizadas norte-americanas cresceram 4,5% em julho. Paralelamente, os principais gateways dos EUA continuam registrando volumes elevados, embora sem deterioração relevante nos tempos de permanência.

Para embarcadores, o cenário favorece uma estratégia de proteção de capacidade e controle de custos, especialmente em operações expostas ao diesel, ao comércio Ásia–EUA e aos corredores afetados por eventos climáticos.


Previsão Climática dos EUA e Impactos Operacionais

A previsão para o período de 19 a 21 de agosto aponta três principais áreas de risco para as operações de transporte.

O calor perigoso permanece concentrado no Sul e Sudeste dos Estados Unidos, com temperaturas entre os 90°F superiores e os 100°F inferiores e índices de calor próximos de 105–110°F em áreas do Texas, Costa do Golfo e Carolinas. Para transportadoras, isso aumenta a necessidade de protocolos de hidratação, inspeções preventivas e atenção especial às cargas refrigeradas.

Ao mesmo tempo, tempestades severas e chuvas intensas criam risco de interrupções desde as Planícies Centrais até o Meio-Oeste e os Apalaches centrais. Corredores como I-70, I-80 e I-95 podem enfrentar atrasos, exigindo maior margem nos transit times.

A região de Four Corners continua exposta a chuvas de monção e risco de flash floods, especialmente no Arizona, Novo México, Colorado e Utah. Operações de drayage em Phoenix, Albuquerque e Denver devem considerar possíveis interrupções de curta duração.

Impacto logístico: recomenda-se ampliar buffers de trânsito em rotas críticas e manter monitoramento diário de condições meteorológicas, principalmente para cargas time-sensitive e temperatura controlada.


Preços do Diesel Rodoviário

O diesel apresentou forte movimento de alta na semana.

A média nacional passou de US$ 5,26 para US$ 5,45/galão, avanço de aproximadamente 3,6% em apenas uma semana.

Os principais indicadores regionais foram:

Região Semana anterior Semana atual Variação
EUA – Média US$ 5,26 US$ 5,45 +US$ 0,19
East Coast US$ 5,19 US$ 5,34 +US$ 0,15
Midwest US$ 5,18 US$ 5,44 +US$ 0,26
Gulf Coast US$ 5,04 US$ 5,24 +US$ 0,20
West Coast US$ 6,03 US$ 6,20 +US$ 0,17
California US$ 6,62 US$ 6,79 +US$ 0,17

O Midwest apresentou uma das maiores pressões semanais, enquanto a Costa Oeste continua sendo a região estruturalmente mais cara.

Implicação para embarcadores

A alta do diesel tende a elevar fuel surcharges e pode limitar o benefício obtido com a queda das tarifas spot. Contratos de transporte devem ser analisados considerando não apenas o linehaul, mas o custo total incluindo combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais portos dos Estados Unidos continuam apresentando crescimento gradual dos volumes, mas os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.

Los Angeles continua liderando entre os gateways monitorados, alcançando aproximadamente 95.050 TEUs, seguido por New York/New Jersey, com 72.850 TEUs, e Savannah, com 62.050 TEUs.

Os dwell times registrados foram:

  • Los Angeles: 6,0 dias
  • New York/New Jersey: 5,3 dias
  • Savannah: 4,2 dias
  • Norfolk: 3,8 dias
  • Charleston: 3,7 dias
  • Houston: 3,6 dias
  • Port Everglades: 3,5 dias
  • Philadelphia: 3,0 dias

Nos inland ramps, Chicago apresenta a maior pressão, com aproximadamente 49.950 TEUs e dwell de 7,0 dias. Atlanta registra 5,7 dias e Charlotte, 4,6 dias.

A demanda nacional de drayage permanece elevada, aproximadamente 16% acima da média de seis meses, embora tenha recuado cerca de 5% frente às quatro semanas anteriores.

Leitura operacional: os volumes permanecem fortes, mas ainda não há evidência de congestionamento sistêmico. Chicago e Los Angeles merecem atenção especial devido aos tempos de permanência mais elevados.


Tarifas FTL e LTL

As tarifas spot de FTL apresentaram nova queda durante a semana de 10 a 14 de agosto.

Dry Van

A tarifa spot caiu para US$ 2,78/milha, enquanto a tarifa contratual ficou em aproximadamente US$ 2,93/milha.

A queda semanal foi de aproximadamente 7,2 centavos por milha, levando o mercado ao menor nível desde o início de maio.

Flatbed

O Flatbed caiu para US$ 3,37/milha, frente a uma tarifa contratual próxima de US$ 3,76/milha.

Foi a nona semana consecutiva de queda, embora os preços ainda estejam aproximadamente 41% acima dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior.

Reefer

O Reefer recuou para US$ 3,38/milha, enquanto a tarifa contratual ficou próxima de US$ 3,27/milha.

A queda reverteu o avanço da semana anterior, embora as tarifas permaneçam aproximadamente 35% acima do ano passado.

LTL

No segmento LTL, o ambiente de preços continua relativamente firme. Custos elevados de truckload e combustível ajudam a direcionar cargas para redes LTL, enquanto os carriers mantêm disciplina tarifária.


Perspectiva de Mercado

O mercado apresenta uma divergência importante: as tarifas spot rodoviárias estão recuando enquanto diversos componentes de custo e capacidade continuam pressionados.

No curto prazo, isso cria oportunidades de negociação para embarcadores no FTL. Entretanto, diesel elevado, redução estrutural da disponibilidade de motoristas e aumento das importações podem limitar a duração desse ambiente favorável.

No marítimo, o cenário é mais restritivo. Tarifas Ásia–EUA permanecem elevadas, volumes de importação continuam crescendo e os riscos geopolíticos mantêm custos adicionais incorporados às operações.

A proximidade da temporada de pico exige atenção especial. Caso volumes portuários continuem crescendo enquanto a disponibilidade rodoviária permanece limitada, o mercado pode experimentar novo aperto de capacidade no final do terceiro trimestre e início do quarto trimestre.

Conclusão

A semana de 19 de agosto mostra um mercado logístico norte-americano em transição. O FTL spot está enfraquecendo, mas diesel, mão de obra e transporte marítimo continuam pressionados. Ao mesmo tempo, o crescimento das importações e dos volumes portuários sugere que a demanda permanece saudável.

O principal risco para os próximos meses é a convergência entre maior demanda de peak season, capacidade rodoviária limitada, combustível elevado e tarifas marítimas ainda fortes. Para embarcadores, o momento exige equilíbrio entre aproveitar oportunidades de curto prazo no spot e preservar capacidade estratégica para o período de maior demanda.

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Resumo Executivo

O mercado de transporte e logística dos Estados Unidos entra na segunda metade de agosto com pressões simultâneas sobre custos, capacidade e confiabilidade operacional. Nesta semana, destacam-se a forte alta do diesel, a continuidade de riscos climáticos em importantes corredores rodoviários, tarifas marítimas ainda elevadas, crescimento gradual dos volumes portuários e persistente restrição na oferta de motoristas.

No transporte rodoviário, o diesel voltou a subir de forma significativa, com a média nacional alcançando US$ 5,45/galão, aumento de US$ 0,20 em relação à semana anterior. Ao mesmo tempo, as tarifas spot de FTL continuam em trajetória de correção: Dry Van caiu para US$ 2,78/milha, Flatbed para US$ 3,37/milha e Reefer para US$ 3,38/milha. A combinação de combustível mais caro com tarifas spot em queda aumenta a pressão sobre as margens das transportadoras.

No transporte marítimo, o cenário permanece firme. As tarifas Ásia–Costa Leste dos EUA atingiram aproximadamente US$ 9.400/FEU, enquanto as importações conteinerizadas norte-americanas cresceram 4,5% em julho. Paralelamente, os principais gateways dos EUA continuam registrando volumes elevados, embora sem deterioração relevante nos tempos de permanência.

Para embarcadores, o cenário favorece uma estratégia de proteção de capacidade e controle de custos, especialmente em operações expostas ao diesel, ao comércio Ásia–EUA e aos corredores afetados por eventos climáticos.


Previsão Climática dos EUA e Impactos Operacionais

A previsão para o período de 19 a 21 de agosto aponta três principais áreas de risco para as operações de transporte.

O calor perigoso permanece concentrado no Sul e Sudeste dos Estados Unidos, com temperaturas entre os 90°F superiores e os 100°F inferiores e índices de calor próximos de 105–110°F em áreas do Texas, Costa do Golfo e Carolinas. Para transportadoras, isso aumenta a necessidade de protocolos de hidratação, inspeções preventivas e atenção especial às cargas refrigeradas.

Ao mesmo tempo, tempestades severas e chuvas intensas criam risco de interrupções desde as Planícies Centrais até o Meio-Oeste e os Apalaches centrais. Corredores como I-70, I-80 e I-95 podem enfrentar atrasos, exigindo maior margem nos transit times.

A região de Four Corners continua exposta a chuvas de monção e risco de flash floods, especialmente no Arizona, Novo México, Colorado e Utah. Operações de drayage em Phoenix, Albuquerque e Denver devem considerar possíveis interrupções de curta duração.

Impacto logístico: recomenda-se ampliar buffers de trânsito em rotas críticas e manter monitoramento diário de condições meteorológicas, principalmente para cargas time-sensitive e temperatura controlada.


Preços do Diesel Rodoviário

O diesel apresentou forte movimento de alta na semana.

A média nacional passou de US$ 5,26 para US$ 5,45/galão, avanço de aproximadamente 3,6% em apenas uma semana.

Os principais indicadores regionais foram:

Região Semana anterior Semana atual Variação
EUA – Média US$ 5,26 US$ 5,45 +US$ 0,19
East Coast US$ 5,19 US$ 5,34 +US$ 0,15
Midwest US$ 5,18 US$ 5,44 +US$ 0,26
Gulf Coast US$ 5,04 US$ 5,24 +US$ 0,20
West Coast US$ 6,03 US$ 6,20 +US$ 0,17
California US$ 6,62 US$ 6,79 +US$ 0,17

O Midwest apresentou uma das maiores pressões semanais, enquanto a Costa Oeste continua sendo a região estruturalmente mais cara.

Implicação para embarcadores

A alta do diesel tende a elevar fuel surcharges e pode limitar o benefício obtido com a queda das tarifas spot. Contratos de transporte devem ser analisados considerando não apenas o linehaul, mas o custo total incluindo combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais portos dos Estados Unidos continuam apresentando crescimento gradual dos volumes, mas os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.

Los Angeles continua liderando entre os gateways monitorados, alcançando aproximadamente 95.050 TEUs, seguido por New York/New Jersey, com 72.850 TEUs, e Savannah, com 62.050 TEUs.

Os dwell times registrados foram:

  • Los Angeles: 6,0 dias
  • New York/New Jersey: 5,3 dias
  • Savannah: 4,2 dias
  • Norfolk: 3,8 dias
  • Charleston: 3,7 dias
  • Houston: 3,6 dias
  • Port Everglades: 3,5 dias
  • Philadelphia: 3,0 dias

Nos inland ramps, Chicago apresenta a maior pressão, com aproximadamente 49.950 TEUs e dwell de 7,0 dias. Atlanta registra 5,7 dias e Charlotte, 4,6 dias.

A demanda nacional de drayage permanece elevada, aproximadamente 16% acima da média de seis meses, embora tenha recuado cerca de 5% frente às quatro semanas anteriores.

Leitura operacional: os volumes permanecem fortes, mas ainda não há evidência de congestionamento sistêmico. Chicago e Los Angeles merecem atenção especial devido aos tempos de permanência mais elevados.


Tarifas FTL e LTL

As tarifas spot de FTL apresentaram nova queda durante a semana de 10 a 14 de agosto.

Dry Van

A tarifa spot caiu para US$ 2,78/milha, enquanto a tarifa contratual ficou em aproximadamente US$ 2,93/milha.

A queda semanal foi de aproximadamente 7,2 centavos por milha, levando o mercado ao menor nível desde o início de maio.

Flatbed

O Flatbed caiu para US$ 3,37/milha, frente a uma tarifa contratual próxima de US$ 3,76/milha.

Foi a nona semana consecutiva de queda, embora os preços ainda estejam aproximadamente 41% acima dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior.

Reefer

O Reefer recuou para US$ 3,38/milha, enquanto a tarifa contratual ficou próxima de US$ 3,27/milha.

A queda reverteu o avanço da semana anterior, embora as tarifas permaneçam aproximadamente 35% acima do ano passado.

LTL

No segmento LTL, o ambiente de preços continua relativamente firme. Custos elevados de truckload e combustível ajudam a direcionar cargas para redes LTL, enquanto os carriers mantêm disciplina tarifária.


Perspectiva de Mercado

O mercado apresenta uma divergência importante: as tarifas spot rodoviárias estão recuando enquanto diversos componentes de custo e capacidade continuam pressionados.

No curto prazo, isso cria oportunidades de negociação para embarcadores no FTL. Entretanto, diesel elevado, redução estrutural da disponibilidade de motoristas e aumento das importações podem limitar a duração desse ambiente favorável.

No marítimo, o cenário é mais restritivo. Tarifas Ásia–EUA permanecem elevadas, volumes de importação continuam crescendo e os riscos geopolíticos mantêm custos adicionais incorporados às operações.

A proximidade da temporada de pico exige atenção especial. Caso volumes portuários continuem crescendo enquanto a disponibilidade rodoviária permanece limitada, o mercado pode experimentar novo aperto de capacidade no final do terceiro trimestre e início do quarto trimestre.

Conclusão

A semana de 19 de agosto mostra um mercado logístico norte-americano em transição. O FTL spot está enfraquecendo, mas diesel, mão de obra e transporte marítimo continuam pressionados. Ao mesmo tempo, o crescimento das importações e dos volumes portuários sugere que a demanda permanece saudável.

O principal risco para os próximos meses é a convergência entre maior demanda de peak season, capacidade rodoviária limitada, combustível elevado e tarifas marítimas ainda fortes. Para embarcadores, o momento exige equilíbrio entre aproveitar oportunidades de curto prazo no spot e preservar capacidade estratégica para o período de maior demanda.

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No transporte rodoviário, o diesel voltou a subir de forma significativa, com a média nacional alcançando US$ 5,45/galão, aumento de US$ 0,20 em relação à semana anterior. Ao mesmo tempo, as tarifas spot de FTL continuam em trajetória de correção: Dry Van caiu para US$ 2,78/milha, Flatbed para US$ 3,37/milha e Reefer para US$ 3,38/milha. A combinação de combustível mais caro com tarifas spot em queda aumenta a pressão sobre as margens das transportadoras.

No transporte marítimo, o cenário permanece firme. As tarifas Ásia–Costa Leste dos EUA atingiram aproximadamente US$ 9.400/FEU, enquanto as importações conteinerizadas norte-americanas cresceram 4,5% em julho. Paralelamente, os principais gateways dos EUA continuam registrando volumes elevados, embora sem deterioração relevante nos tempos de permanência.

Para embarcadores, o cenário favorece uma estratégia de proteção de capacidade e controle de custos, especialmente em operações expostas ao diesel, ao comércio Ásia–EUA e aos corredores afetados por eventos climáticos.


Previsão Climática dos EUA e Impactos Operacionais

A previsão para o período de 19 a 21 de agosto aponta três principais áreas de risco para as operações de transporte.

O calor perigoso permanece concentrado no Sul e Sudeste dos Estados Unidos, com temperaturas entre os 90°F superiores e os 100°F inferiores e índices de calor próximos de 105–110°F em áreas do Texas, Costa do Golfo e Carolinas. Para transportadoras, isso aumenta a necessidade de protocolos de hidratação, inspeções preventivas e atenção especial às cargas refrigeradas.

Ao mesmo tempo, tempestades severas e chuvas intensas criam risco de interrupções desde as Planícies Centrais até o Meio-Oeste e os Apalaches centrais. Corredores como I-70, I-80 e I-95 podem enfrentar atrasos, exigindo maior margem nos transit times.

A região de Four Corners continua exposta a chuvas de monção e risco de flash floods, especialmente no Arizona, Novo México, Colorado e Utah. Operações de drayage em Phoenix, Albuquerque e Denver devem considerar possíveis interrupções de curta duração.

Impacto logístico: recomenda-se ampliar buffers de trânsito em rotas críticas e manter monitoramento diário de condições meteorológicas, principalmente para cargas time-sensitive e temperatura controlada.


Preços do Diesel Rodoviário

O diesel apresentou forte movimento de alta na semana.

A média nacional passou de US$ 5,26 para US$ 5,45/galão, avanço de aproximadamente 3,6% em apenas uma semana.

Os principais indicadores regionais foram:

Região Semana anterior Semana atual Variação
EUA – Média US$ 5,26 US$ 5,45 +US$ 0,19
East Coast US$ 5,19 US$ 5,34 +US$ 0,15
Midwest US$ 5,18 US$ 5,44 +US$ 0,26
Gulf Coast US$ 5,04 US$ 5,24 +US$ 0,20
West Coast US$ 6,03 US$ 6,20 +US$ 0,17
California US$ 6,62 US$ 6,79 +US$ 0,17

O Midwest apresentou uma das maiores pressões semanais, enquanto a Costa Oeste continua sendo a região estruturalmente mais cara.

Implicação para embarcadores

A alta do diesel tende a elevar fuel surcharges e pode limitar o benefício obtido com a queda das tarifas spot. Contratos de transporte devem ser analisados considerando não apenas o linehaul, mas o custo total incluindo combustível.


Volumes de Contêineres e Dwell Times

Os principais portos dos Estados Unidos continuam apresentando crescimento gradual dos volumes, mas os tempos de permanência permanecem relativamente controlados.

Los Angeles continua liderando entre os gateways monitorados, alcançando aproximadamente 95.050 TEUs, seguido por New York/New Jersey, com 72.850 TEUs, e Savannah, com 62.050 TEUs.

Os dwell times registrados foram:

  • Los Angeles: 6,0 dias
  • New York/New Jersey: 5,3 dias
  • Savannah: 4,2 dias
  • Norfolk: 3,8 dias
  • Charleston: 3,7 dias
  • Houston: 3,6 dias
  • Port Everglades: 3,5 dias
  • Philadelphia: 3,0 dias

Nos inland ramps, Chicago apresenta a maior pressão, com aproximadamente 49.950 TEUs e dwell de 7,0 dias. Atlanta registra 5,7 dias e Charlotte, 4,6 dias.

A demanda nacional de drayage permanece elevada, aproximadamente 16% acima da média de seis meses, embora tenha recuado cerca de 5% frente às quatro semanas anteriores.

Leitura operacional: os volumes permanecem fortes, mas ainda não há evidência de congestionamento sistêmico. Chicago e Los Angeles merecem atenção especial devido aos tempos de permanência mais elevados.


Tarifas FTL e LTL

As tarifas spot de FTL apresentaram nova queda durante a semana de 10 a 14 de agosto.

Dry Van

A tarifa spot caiu para US$ 2,78/milha, enquanto a tarifa contratual ficou em aproximadamente US$ 2,93/milha.

A queda semanal foi de aproximadamente 7,2 centavos por milha, levando o mercado ao menor nível desde o início de maio.

Flatbed

O Flatbed caiu para US$ 3,37/milha, frente a uma tarifa contratual próxima de US$ 3,76/milha.

Foi a nona semana consecutiva de queda, embora os preços ainda estejam aproximadamente 41% acima dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior.

Reefer

O Reefer recuou para US$ 3,38/milha, enquanto a tarifa contratual ficou próxima de US$ 3,27/milha.

A queda reverteu o avanço da semana anterior, embora as tarifas permaneçam aproximadamente 35% acima do ano passado.

LTL

No segmento LTL, o ambiente de preços continua relativamente firme. Custos elevados de truckload e combustível ajudam a direcionar cargas para redes LTL, enquanto os carriers mantêm disciplina tarifária.


Perspectiva de Mercado

O mercado apresenta uma divergência importante: as tarifas spot rodoviárias estão recuando enquanto diversos componentes de custo e capacidade continuam pressionados.

No curto prazo, isso cria oportunidades de negociação para embarcadores no FTL. Entretanto, diesel elevado, redução estrutural da disponibilidade de motoristas e aumento das importações podem limitar a duração desse ambiente favorável.

No marítimo, o cenário é mais restritivo. Tarifas Ásia–EUA permanecem elevadas, volumes de importação continuam crescendo e os riscos geopolíticos mantêm custos adicionais incorporados às operações.

A proximidade da temporada de pico exige atenção especial. Caso volumes portuários continuem crescendo enquanto a disponibilidade rodoviária permanece limitada, o mercado pode experimentar novo aperto de capacidade no final do terceiro trimestre e início do quarto trimestre.

Conclusão

A semana de 19 de agosto mostra um mercado logístico norte-americano em transição. O FTL spot está enfraquecendo, mas diesel, mão de obra e transporte marítimo continuam pressionados. Ao mesmo tempo, o crescimento das importações e dos volumes portuários sugere que a demanda permanece saudável.

O principal risco para os próximos meses é a convergência entre maior demanda de peak season, capacidade rodoviária limitada, combustível elevado e tarifas marítimas ainda fortes. Para embarcadores, o momento exige equilíbrio entre aproveitar oportunidades de curto prazo no spot e preservar capacidade estratégica para o período de maior demanda.

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